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O
que poderia ser mais prático e cômodo do que os hoje
indispensáveis telefones celulares, iPods e computadores de mão?
Talvez telefones celulares, iPods e computadores de mão sem
baterias, que pudessem receber a energia de que necessitam para
funcionar da mesma forma que recebem dados e voz: sem fios.
"WiTricity"
WiTricity é o termo que os norte-americanos já cunharam para uma
nova tecnologia que começa a dar seus primeiros passos práticos:
a transmissão de energia elétrica sem fios. O termo une o já
conhecido Wi de wireless (sem fios) e a parte final de
electricity (eletricidade).
Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachussets
começaram a testar os primeiros equipamentos capazes de
transmitir energia elétrica pelo ar, sem a necessidade de fios.
As experiências demonstraram a viabilidade de que aparelhos
portáteis, como telefones celulares, tocadores de MP3 e até
notebooks tenham suas baterias recarregadas sem a necessidade de
carregadores plugados na tomada. Segundo eles, já é possível
vislumbrar um momento em que esses aparelhos nem mesmo
necessitarão das baterias.
Eletricidade sem fios
A
equipe do Prof. Marin Soljacic conseguiu alimentar uma lâmpada
incandescente de 60 Watts a uma distância de mais de dois
metros, sem qualquer conexão física.
A
transmissão de eletricidade sem fios não é exatamente uma
novidade. A radiação eletromagnética - as ondas de rádio, por
exemplo - nada mais faz do que carregar energia de lugar para
outro. Mas, embora essas ondas eletromagnéticas sejam excelentes
para transportar dados e voz, elas não são adequadas para
transmitir uma potência que possa ser útil para a maioria dos
aparelhos. O problema é que a radiação se espalha em todas as
direções, desperdiçando a maior parte da energia.
Raios laser são outra opção e estão sendo utilizados, por
exemplo, pelos participantes de um programa da NASA que está
tentando desenvolver um elevador espacial. Mas esta opção também
não é prática para aplicações do dia-a-dia. Além de exigir que o
transmissor e o receptor estejam diretamente visíveis um ou
outro, ela é extremamente perigosa, porque poderia incinerar
instantaneamente qualquer coisa que cruze essa linha de visada.
Ressonância magnética acoplada
Já
a Witricity utiliza objetos ressonantes acoplados. Dois objetos
com a mesma freqüência de ressonância tendem a trocar energia de
forma muito eficiente, e reagem de forma quase desprezível com
os demais objetos, que possuem outras freqüências de
ressonância.
Para se entender o princípio da ressonância acoplada, basta
olhar para uma criança saltando em uma cama elástica. A cama
elástica tem uma espécie de ressonância, do tipo mecânica, de
forma que, quando a criança pressiona suas pernas na freqüência
natural do balanço ela consegue capturar uma grande energia e
saltar mais alto.
Já
os pesquisadores do MIT utilizaram um outro tipo de ressonância:
a ressonância magneticamente acoplada. Dois ressonadores
eletromagnéticos se acoplam por meio de seus campos magnéticos.
Eles conseguiram identificar um ponto no qual os dois
ressonadores ficam fortemente acoplados mesmo quando estão a
distâncias várias vezes maior do que o tamanho dos aparelhos.
"O
fato de que os campos magnéticos interagem tão fracamente com os
organismos biológicos é também importante por questões de
segurança," explica Andre Kurs, outro participante da pesquisa.
É isto que torna a nova técnica interessante do ponto de vista
prática, para uso em aplicações do dia-a-dia.
Ressonadores magnéticos
O
equipamento agora apresentado consiste de duas bobinas de cobre,
uma das quais é ligada à tomada. Essa unidade transmissora, ao
invés de encher o ambiente com ondas eletromagnéticas, preenche
o espaço ao seu redor com um campo magnético não-radioativo
oscilando a uma freqüência de alguns MHz.
O
campo não-radioativo serve como intermediário para levar a
energia até a outra bobina, que foi projetada especialmente para
ressonar com esse campo. A natureza ressonante do sistema
garante que haja sempre uma forte interação entre as duas
bobinas - a transmissora e a receptora - evitando interrupções
na transmissão da energia.
Ao
acender uma lâmpada de 60 watts, os pesquisadores demonstraram
ser totalmente factível, por exemplo, a transmissão de energia
em uma sala para abastecer computadores portáteis. E não apenas
para recarregar suas baterias, mas para fazê-los funcionar como
se estivessem ligados à rede.
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Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010115070611
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