IPTV
significa Internet
Protocol Television que,
em português, significa
algo como Televisão
sobre Protocolo de
Internet ou,
simplificandamente: TV
via Internet. Trata-se
de uma tecnologia que
vem sendo desenvolvida
há cerca de 10 anos e
visa viabilizar a
transmissão de conteúdo
televisivo via internet.
Ao contrário do que se
pode imaginar, quem está
à frente dos
investimentos em
pesquisa na área, que já
totalizam mais de US$
500 milhões não são as
empresas de televisão à
cabo e sim empresas de
telefonia
norte-americanas, como a
SBC, Comcast e Verizon.
Essa última já atua em
algumas cidades
norte-americanas,
transmitindo programação
via internet.
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Veja ao lado um exemplo de TVIP do site
AllTV
As empresas de televisão
a cabo, que a priori
seriam as mais
interessadas na
tecnologia, ao que
parece, estão
subestimando o potencial
de penetração no mercado
destas tecnologias,
duvidam da eficiência da
tecnologia e dizem que
não há nenhuma pressa em
introduzir serviços de
TV mais interativos do
que o vídeo sob demanda
e os gravadores digitais
de vídeo. Um dos
principais argumentos
dos que criticam a IPTV
para uso de acesso à
conteúdo web é o fato da
resolução dos aparelhos
de TV comuns não
permitir uma boa
visualização do
conteúdo, o que só é
contornado com aparelhos
equipados com telas de
melhor qualidade.
Apesar das resistências
de alguns setores da
indústria da tecnologia,
outros estão investindo
pesado, acreditando no
futuro da IPTV, como
Bill Gates, que após
perceber que não seria
viável entrar sozinho
neste mercado, fez
parceria entre a
Microsoft e as três
empresas de telefonia
citadas acima, além de
acordos semelhantes com
empresas de comunicação
da Itália, Índia,
Espanha e Canadá. O
objetivo da gigante
americana é estar
presente com seus
softwares num mercado de
bilhões de dólares e
para o qual convergirá
vários meios de
comunicação: telefonia,
entretenimento,
informação, serviços e
tudo mais que podemos e
poderemos encontrar na
internet, sendo posto
para a tela da TV, via
IP (Internet Protocol).
O potencial de mercado
cobiçado por Bill Gates
é justificado pelos
serviços que são
possíveis de serem
ofertados via IPTV.
Alguns exemplos de uso
desta tecnologia são
bastante animadores:
identificação de
chamadas telefônicas,
e-mail e correio de voz
na tela da televisão,
programação de um
gravador de vídeo
digital via telefone
celular, obtenção de
dados da internet
durante programas (por
exemplo: para saber
mais, durante uma
corrida de Formula 1,
sobre a carreira de um
piloto), acesso aos
vídeos de eventos com
possibilidade de se ter
múltiplos ângulos de
câmera, entre outras
possibilidades.
Mas o que tudo isso tem
a ver com educação a
distância? Muita coisa!
Um dos principais
empecilhos para o acesso
de boa parte da
população (não importa
de que país) a recursos
de EAD baseados em web é
a dificuldade de acesso
ao canal de comunicação,
que implica em ter um
equipamento de uso
bastante restrito se
comparado ao uso que
fazemos de uma TV.
Quando acessamos a
internet através de um
computador, temos que
superar uma série de
barreiras mercadológicas
e tecnológicas, nem
sempre fáceis de serem
sobrepujadas por muitos
usuários: o equipamento
é caro, seu uso é
relativamente complexo
se comparado à uma TV,
os programas exigem um
nível de expertise muito
elevado para certos
usuários "eigos", entre
outras dificuldades.
Quando se pensa na
possibilidade de ter
acesso à internet pela
TV - e todos os serviços
e conteúdos nela
disponíveis - além de se
ter as mesmas
facilidades de lazer a
que estamos acostumados
a ter na "telinha",
temos um acesso
facilitado em vários
aspectos:
» A interface do usuário
do equipamento é
bastante simplificada,
pois a maior parte dos
serviços disponíveis são
acessados com uso de um
controle remoto
semelhante ao que temos
em casa;
» O custo do equipamento
de acesso (o aparelho de
IPTV) é significamente
mais baixo que um
computador, girando em
torno de US$ 200.00, com
controle remoto, teclado
e mouse sem fio;
» Os programas
envolvidos são bem mais
simples que os
encontrados em
computadores, tornando o
uso mais intuitivo e
imediato (exemplo: não
há inicialização do
windows para ligar o
aparelho).
Estas características
aumentam o público
potencial de acesso à
internet e,
conseqüentemente, o
mercado potencial de
educação a distância via
internet com uso de IPTV.
Boa parte da população
que sofre de "exclusão
digital" pode passar a
usufruir dos serviços
que a rede propicia,
incluindo educação a
distância, com uso desta
tecnologia.
No Brasil ainda vai
demorar para IPTV se
tornar uma realidade.
Empresas como Telemar,
Brasil Telecom e
Telefônica fazem testes
com a tecnologia, mas
sem qualquer projeção de
lançamento do serviço.
Mesmo porque, para tal,
há a necessidade de ser
ter uma boa
infra-estrutura de
conexão de alta
velocidade, o que ainda
está longe de nossa
realidade. Enquanto
isso, podemos fazer uso
do IPTV em intranets,
dentro de escolas e
corporações, ou até
mesmo em hotéis, como
encontrei na China, onde
aparelhos baratos de
IPTV transformam as
televisões instaladas em
escolas em verdadeiras
janelas para o conteúdo
da intranet, em sala de
aula e a baixo custo. A
partir do aparelho de
IPTV conectado à
televisão, o professor
acessa bibliotecas de
áudio, vídeo, animação e
até textos (apesar da
baixa resolução de vídeo
da televisão),
substituindo de forma
produtiva e à baixo
custo os aparelhos de
vídeo-cassete para uso
educacional.
Fonte: http://www.redewebtv.com.br/artigos/ver.asp?cat=IPTV
e http://alltv-1.ig.com.br/novo/Portal_pt/XHTML