CDMA,
GSM, TDMA, GPRS. Todas essas siglas indicam as
diferentes tecnologias utilizadas pelas operadoras de
telefonia celular. Veja o que significa cada uma delas e
conheça um pouco mais o seu aparelho.
Para entender como essas siglas podem influenciar no
funcionamento dos telefones celulares, vamos às suas
origens.
Uma das coisas mais interessantes dos celulares é que
eles são, em essência, um rádio —extremamente
sofisticado, tudo bem, mas ainda um rádio.
Cardman 6121 SIM CARD GSM

Leitor de Smart Card Omnikey modelo Cardman 6121 para SIM CARD
GSM
O telefone foi inventado por Graham Bell, em 1876. O
rádio foi inventado em 1880 por Nikolai Tesla e
apresentado oficialmente por Marconi em 1894. Foi de uma
maneira natural que essas duas grandes tecnologias
convergiram.
Antes dos celulares, quem precisasse de uma comunicação
móvel tinha que instalar um sistema de rádio como
aqueles da polícia. Nesse sistema de rádio-telefonia
existe uma antena central na cidade, que transmite por
25 canais com um alcance de aproximadamente 70 km.
A grande sacada do sistema de telefonia celular foi
dividir a cidade em pequenas células. Isso permite que a
frequência disponível seja extensivamente reutilizada,
fazendo com que milhões de pessoas usem seus
aparelhos
simultaneamente.
No sistema celular analógico típico podem ser usadas
cerca de 800 frequências pela cidade. Cada célula tem um
alcance de 26 Km². Você pode imaginá-la como uma colméia
de hexágonos. Cada célula no sistema analógico permite
que 56 pessoas estejam conversando em seus celulares ao
mesmo tempo. No sistema digital esse número sobe para
168.
Existem 3 tipos de tecnologias digitais: FDMA (Frequency
Division Multiple Access), TDMA (Time Division Multiple
Access), e CDMA (Code Division Multiple Access).
Apesar das siglas soarem intimidadoras, você pode ter
uma ótima noção de como elas funcionam separando o nome
de cada uma em partes.
A primeira palavra explica o método de acesso. A
segunda, Division (divisão em português), mostra que as
chamadas são divididas nesse método de acesso:
FDMA —Frequency— coloca cada chamada em uma frequência
separada.
TDMA —Time— separa para cada chamada, uma porção de
tempo em uma determinada freqüência.
CDMA —Code— dá a cada chamada um código único que se
espalha por todas as frequências disponíveis no sistema.
A última parte do nome —Multiple Access— apenas mostra
que mais de um usuário pode utilizar o sistema ao mesmo
tempo.
As tecnologias mais usadas nos sistemas de telefonia
celular são a TDMA e a CDMA. Um outro sistema muito
usado é o GSM. Ele funciona como o TDMA, de onde se
originou, mas de uma maneira um pouco diferente. Para
você fazer uma imagem, é como o PC e o Macintosh.
O TDMA foi utilizado aqui no Brasil pela antiga BCP, que
agora se tornou Claro e que migrou para o GSM. O CDMA é
o sistema usado pela Vivo, e a TIM tem o GSM.
O sistema TDMA utiliza uma banda estreita para
transmissão, operando nas faixas de 800MHz e 1900MHz.
Podemos entender banda estreita por poucos canais. Cada
conversação "ocupa" o rádio por 1/3 do tempo. Isso é
possível porque o sinal de voz é convertido para digital
e pode ser comprimido ocupando menos espaço.
O GSM funciona de maneira similar em uma faixa de
frequência bem próxima do TDMA, nas faixas de 900MHz e
1800MHz, e utiliza a criptografia para tornar as
ligações mais seguras.
O sistema GSM se tornou padrão na Europa em 1980, muito
antes dos celulares conquistarem os norte-americanos.
Hoje além da Europa, Austrália e grande parte da Ásia e
África utilizam o GSM.
Uma das vantagens do GSM está no uso de cartões
personalizados chamados de SIM. Os SIMs são pequenos
chips que guardam todas as informações do proprietário
do telefone, podem ser retirados e instalados em outros
aparelhos facilmente.
Se você usa um aparelho GSM, leva o seu SIM, por
exemplo, para a Europa, e coloca em outro aparelho,
utilizando o Roaming sem problemas, com todas as suas
informações pessoais.
O CDMA funciona de maneira totalmente diferente das
outras duas, já que utiliza uma banda larga para
trabalhar, ou seja, muitos canais. Depois de transformar
o sinal de voz em digital, o CDMA divide-o em vários
pacotes e o distribui por toda banda disponível.
Como cada chamada recebe um código único, muitas
chamadas podem trafegar por toda a banda utilizada ao
mesmo tempo.
Com esse sistema, o CDMA consegue carregar até 10
chamadas em um único canal, aumentando muito a
capacidade de chamadas em relação aos outros sistemas.
Os três sistemas permitem o acesso à internet de banda
larga. O que mais evoluiu é o CDMA. No Japão e Coréia
ele já está na terceira geração, 3G, e pode transmitir
dados a taxas de 300 Kbps. No Brasil, O CDMA está
disponível na geração 2,5G e oferece taxas de 144 Kbps.
Em 2005, a Vivo iniciou o acesso comercial a alguns
recursos 3G, como filmes e TV em tempo real.
O GSM, quando utiliza um protocolo chamado GPRS (General
Packet Radio Services), que faz algo similar ao sistema
do CDMA para o acesso a banda de transmissão, consegue
taxas de até 115 Kbps.
Taxas assim permitem a transferência de fotos, que com
os novos aparelhos podem ser tiradas diretamente dos
celulares. Vídeos também já podem ser transmitidos, mas
os aparelhos ainda precisam evoluir muito para poder
exibí-los de maneira aceitável. Você já assistiu a um
filme pelo visor de seu celular? Além de pequeno, às
vezes a imagem peca em qualidade.
Uma evolução do CDMA é o EVDO. Esta sigla é a abreviação
do nome do padrão de transferência de dados 1XEV-DO - 1x
Evolution-Data Optimized.
Comparado com o GPRS - EDGE, o EVDO é muito mais rápido
e chega a atingir taxas de transferência de 2.4576 Mb/s.
Esse sistema é usado para o acesso de banda larga.
O EDGE —Enhanced Data Rates for GSM Evolution— é o
equivalente do EVDO para a conexão de banda larga do GSM.
Suas taxas de transferência variam entre 160 e 236.8
kbit/s.
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