O processo de compra e venda
evoluiu da simples troca de papel moeda e de cheques
escritos para a transferência de dados de cartões de
pagamento de forma pessoal, pelo telefone e através da
Internet. Esta evolução envolveu a substituição da
transferência física de moeda para uma troca de informações
entre as partes.As
transações eletrônicas no mercado financeiro vêm
apresentando crescimento substancial nos últimos anos.
Bankfone, Internet, caixas eletrônicos, cartões e smartcards
têm conquistado o espaço anteriormente ocupado pelo caixa do
banco, dinheiro e cheque. Os benefícios dessas mudanças já
são conhecidos: redução de custos, agilidade na compensação,
segurança etc. Entretanto, a chegada de uma tecnologia nova
sempre é alvo de controvérsias entre os participantes do
mercado. Dessa vez, o protagonista é o mobile payment, ou
pagamento por dispositivos móveis como celulares e
smartphones, considerado tendência, porém acompanhado de
muitas ressalvas.
Se não fosse pelo seu
reconhecimento universal, a palavra telefone poderia ser
aposentada, pois, nos dias de hoje, o usuário pode fazer
muito mais do que uma simples chamada a partir dele.
Se considerarmos a
capilaridade da telefonia móvel, a oportunidade de negócios
é animadora. Segundo a Anatel, o País possui mais de 92
milhões de celulares. No entanto, grande parte desse
montante, cerca de 80%, são de linhas pré-pagas. Esta
categoria, em sua maioria utiliza aparelhos chamados low
cost, que dispõem de poucos recursos tecnológicos, o que
impediria o desenvolvimento de aplicações mais sofisticadas
como Java e portais
Através da tecnologia 3G
Networks o telefone portátil-multifunção alcançará o poder
de transmissão de dados semelhante ao de um computador
pessoal. Com os avanços da tecnologia wireless o mercado de
voz inventado por Alexander Graham Bell, em 1876, será, em
breve, superado pelo mercado de comunicação móvel de dados.
Mobile Payment está ganhando
uma participação significativa na era da convergência móvel.
As tecnologias estão competindo para transformar-se com
padrões estabelecidos para pagamentos móveis físicos e
virtuais, contudo é finalmente os usuários que determinarão
o nível do sucesso das tecnologias. Somente se torna mais
fácil e mais barato transacionar o negócio usando aplicações
móveis do pagamento do que usando métodos convencionais
querê-los tornam-se popular, com usuários ou fornecedores.
A idéia de transformar o
celular em um terminal para compra de qualquer coisa, de
passagens de avião a discos ou uma lata de refrigerante, em
que o pagamento é debitado na conta telefônica, sempre
seduziu os usuários. E o que para muitos parecia um sonho
distante tomou forma no ano passado pelas mãos da Sony e a
NTT DoCoMo, maior operadora de telefonia móvel do Japão, e
agora promete se espalhar por todo o mundo. Através de um
acordo de desenvolvimento conjunto, a tecnologia
desenvolvida pela Sony, conhecida por FeliCa, que usa um
chip de computador inserido em cartões para permitir
pagamentos, foi levada aos telefones celulares por meio da
plataforma i-mode da DoCoMo.
Batizado de Mobile FeliCa, o
serviço possibilita aos usuários utilizar seus aparelhos
FeliCa como e-money, cartão de vantagens e outros serviços
em cerca de 13 mil lojas e 2,7 mil máquinas em todo Japão.
Desde de janeiro de 2006, os aparelhos FeliCa estão sendo
usados para pagamento de bilhetes de trem, contas em
restaurantes, compras em lojas de conveniência e outros
estabelecimentos. Para 2007, os planos são de que os
usuários do serviço também possam passar pelas catracas das
estações de metrô, apenas aproximando seus celulares aos
scanners.
Apesar de ainda ser pouco
utilizado fora do Japão, os serviços de mobile payments (ou
pagamento móvel) tendem a ganhar terreno em todo o mundo nos
próximos anos.
Empresas que atuam no mercado
de GSM, em particular fornecedores de SIM cards, por
exemplo, estão desenvolvendo novos recursos e
funcionalidades. O trabalho, contudo, está sendo feito com a
tecnologia integrada ao terminal. Como são os celulares
FeliCa, da DoCoMo.
Para contornar essa situação,
muitas companhias estão aderindo a uma tecnologia chamada
Near-Field Communication (NFC). A NFC envolve uma combinação
de indentificação por radiofreqüência (RFID) e tecnologias
de interconexão, por meio da qual os usuários podem comprar
bilhetes de transporte público e alguns outros serviços. A
tecnologia permite que se estabeleça uma conexão em um campo
de aproximação de 10 centímetros, a uma taxa de
transferência de 424 Kbps. Além de ser compatível com
tecnologias de conexão por aproximação proprietárias, a NFC
também pode ser usada com padrões como Bluetooth e Wi-Fi.
Apesar de as duas tecnologias serem bastante eficientes e
flexíveis, algumas questões ainda precisam ser resolvidas
pelas operadoras. O fato de a tecnologia FeliCa ou dos chips
NFC estarem integrados com o hardware do aparelho representa
um risco à segurança e gerenciamento dos dados, quando a
vida útil do terminal chega ao fim. Outra questão é a do
gerenciamento dos dados das transações. Como muitas
operadoras não têm know-how para esse tipo de transação, uma
terceira parte terá que ser acrescida neste negócio. 4 (da
Wireless Asia).
Mobile Payment define o
pagamento móvel como o processo de dois partidos que trocam
o valor financeiro usando um dispositivo móvel no retorno
por bens ou por serviços. Um dispositivo móvel para as
finalidades deste papel define um dispositivo wireless de
uma comunicação, incluindo telefones móveis, PDAs, tabuletas
wireless, e computadores móveis.
Pesquisas apontam um
crescimento considerável para mobile payment. Eventualmente
ainda existem alguns estimáveis obstáculos a ser superados
tanto ubiquitous quanto o easy-to-use payment, para que
dispositivo móvel se transforma numa realidade sólida.
Uma fragmentação de padrões
móveis e de protocolos wireless retardou o crescimento de
serviços de alta velocidade dos dados. Entretanto, o
pagamento móvel seguro, um linchpin de pagamentos remotos.
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