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RMON 2
O
RMON é uma arquitetura definida pela RFC 1757 para o
gerenciamento proativo de redes. Funciona sobre a pilha TCP/IP,
integrado ao SNMP. Trata-se na realidade de uma MIB definida
para permitir a implementação de um esquema proativo de
gerenciamento, baseado na definição de limites de tolerância
para as redes.
Com
a utilização do padrão RMON original, um monitor RMON pode
monitorar o tráfego de rede ao qual está conectado, mas não pode
saber de onde está provindo originalmente este tráfego, nem tão
pouco o destino final. Para tentar solucionar esta deficiência,
foi criado um grupo de trabalho para desenvolver o padrão RMON
2, gerando dois internet drafts: Remote Network Monitoring
MIB Version 2 e Remote Network Monitoring MIB Protocol
Identifiers.
O
RMON 2 realiza um mapeamento de todos os grupos RMON em
protocolos de rede como IP, IPX, DECnet, AppleTalk, Vines e
protocolos baseados no modelo OSI em geral. Oferece, além disso,
a capacidade de gerenciamento em qualquer um dos sete níveis da
camada OSI, além de permitir a administração de aplicativos
distribuídos como Lotus Notes e Sybase SQL.
Um
monitor RMON 2 não está limitado a monitorar e decodificar o
tráfego da camada de rede apenas. Ele também pode enxergar os
protocolos de alto nível rodando acima da camada de rede,
determinando, assim, que protocolos da camada de aplicação estão
gerando este tráfego.
Um
gerente necessita, periodicamente, consultar os monitores para
obter informações. Seria interessante, para efeitos de
eficiência, que apenas os dados que foram alterados desde a
última consulta fossem retornados. Para possibilitar tal
facilidade, o RMON 2 criou o conceito de filtragem de tempo
(time filtering), introduzindo um time stamp em cada
linha, que armazena a última vez em que esta foi alterada.
Portanto, o padrão RMON 2 é basicamente uma extensão da MIB RMON
anteriormente citada. A grande vantagem oferecida é a
possibilidade de monitoração das camadas de rede à aplicação da
pilha de protocolos.
Porém persiste o problema da interoperabilidade entre soluções
de fabricantes diferentes. Também se pode citar a grande demanda
de capacidade de processamento por parte do probe, tanto para a
CPU, quanto para a memória, como um ponto negativo.
Aplicação Prática do RMON: Gerenciamento de colisões em Redes
Ethernet
Para o exemplo seguinte, considerar uma rede Ethernet em que o
nível de colisões aceitável é de 60%.
Através de uma estação de gerenciamento, o administrador da rede
configura no dispositivo de gerenciamento (monitor) da rede um
limite de saturação de colisões para 40%, por exemplo. Se, em um
dado momento, a rede exceder esse valor, uma armadilha (trap)
RMON será disparada e enviada ao sistema de gerenciamento.
O
sistema de gerenciamento será responsável por exibir o mapa de
alerta e os dados recebidos do monitor, além de notificar o
administrador da rede do recebimento desse alerta (através de um
pager, por exemplo). O alerta poderá, também, iniciar um
processo de filtragem e captura de dados para análise posterior.
Neste caso, a configuração de alarmes poderá garantir a operação
da rede dentro dos níveis definidos pelo administrador. No
momento em que um alarme é emitido, é possível identificar e
corrigir as causas da condição de erro através da análise dos
dados coletados pelo monitor antes e após o disparo do alarme.
Probes
Os
dispositivos de gerenciamento remoto de redes, normalmente
chamados de monitores ou sondas (probes), são
instrumentos dirigidos exclusivamente ao gerenciamento de redes.
Geralmente, são independentes (standalone) e direcionam
seus recursos internos ao gerenciamento da rede a qual estão
conectados. Os monitores também podem ser utilizados para que um
provedor de serviços de gerenciamento de rede possa acessar uma
rede cliente, normalmente separada geograficamente.
Controle dos dispositivos RMON
Devido a natureza mais complexa das funções dos dispositivos de
gerenciamento, normalmente é necessária uma configuração prévia.
Em muitos casos, as funções necessitam de parâmetros para que
uma coleta de dados seja realizada adequadamente. A operação só
pode ser realizada após estes parâmetros estarem devidamente
configurados.
Vários grupos funcionais definidos na MIB têm uma ou mais
tabelas adequadas à configuração de parâmetros de controle e uma
ou mais tabelas de dados para o armazenamento dos resultados de
uma determinada operação. As tabelas de controle são, por
natureza, do tipo leitura e escrita e as tabelas de dados,
tipicamente apenas de leitura.
Devido ao fato de que os parâmetros nas tabelas de controle
descrevem os dados nas tabelas de dados, muitos deles somente
podem ser alterados quando forem inválidos. Isto significa que,
para alterar um determinado parâmetro de controle é necessário
invalidá-lo. Uma vez inválido, o parâmetro é removido da tabela
de controle, juntamente com todos os dados associados nas
tabelas de dados. Somente então, cria-se uma nova entrada na
tabela de controle para o parâmetro em questão. Observe que a
exclusão de uma entrada na tabela de controle também serve como
um mecanismo para a recuperação dos recursos associados àqueles
dados.
Alguns objetos nesta MIB fornecem mecanismos para a execução de
uma ação no dispositivo remoto de gerenciamento. A ação pode ser
realizada em conseqüência à alteração do estado do objeto. Para
os objetos definidos nesta MIB, uma solicitação para armazenar
um valor no objeto igual ao valor atualmente armazenado será
ignorada pelo mesmo. Para permitir o controle por múltiplos
gerenciadores, os recursos devem ser compartilhados por vários
deles. tratam-se, tipicamente, da memória e dos recursos
computacionais que uma função necessita.
Figura 13 –
Equipamento Multiplexador
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Fonte: http://www.metrored.com.br/tutoriais/tutorial_conceitos_gerenciamento_01.php |