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RFC
1271
A
RFC (Request For Comments) 1271 enumera os seguintes objetivos
para RMON:
-
Operação
off-line;
-
Monitoração
preemptiva;
-
Detecção e
reportagem de problemas;
-
Diminuição
do tráfego de informações de gerenciamento entre o sistema
de gerenciamento e o segmento remoto, com a adição do
conceito de "interesse dos dados";
-
Múltiplos
gerentes, possibilitando o controle de tráfego de vários
segmentos de rede a partir de um ponto central.
Padrão RMON - RFC 1757
Revisões da especificação original do RMON foram publicadas como
o RFC 1757 e tais revisões fazem uso de algumas convenções da
MIB para o SNMPv2.
A
RFC 1757 define o padrão RMON de gerenciamento. Segundo a RFC, o
RMON não é uma pilha de protocolos, nem mesmo um protocolo por
si só. Trata-se de uma extensão de MIB (Management
Information Base), para ser utilizada com protocolos de
gerenciamento de redes em aplicações para a internet, baseadas
no TCP/IP.
Os
principais avanços introduzidos pelo padrão RMON foram o
Controle de Monitoramento Remoto, Múltiplos Gerentes e o
Gerenciamento de Tabelas
Controle de Monitoramento Remoto
- A RMON MIB contém características que possibilitam o controle
efetivo da estação de gerenciamento. Estas características podem
ser agrupadas em duas categorias:
Configuração: tabelas de controle e tabelas de dados;
Invocação de uma ação:
um objeto é utilizado para representar um comando e uma
invocação de uma ação pode ser solicitada, modificando o valor
de um objeto.
Múltiplos Gerentes -
Na
arquitetura RMON, agentes podem estar sujeitos ao gerenciamento
de muitas estações gerentes. No caso de um agente RMON ser
compartilhado, alguns problemas podem surgir:
Requisições concorrentes;
Captura de um recurso por um determinado gerente
por um longo período de tempo;
Recursos podem ser atribuídos para um gerente que
deu pane antes de liberar o recurso.
Para tentar solucionar tais problemas, uma combinação de
requisitos deve ser utilizada:
Inclusão de um campo de dono para cada linha da
tabela de controle;
Reconhecimento da não necessidade de utilização
de um recurso;
Possibilidade de negociação de um recurso entre
gerentes;
A possibilidade de um operador cancelar reservas
de recursos;
Durante uma reinicialização, um gerente poder
liberar recursos.
Gerenciamento de Tabelas -
A
especificação RMON inclui convenções textuais e regras mais
claras e disciplinadas para a adição e remoção de linhas.
O
padrão RMON foi desenvolvido no intuito de resolver questões que
outros protocolos de gerenciamento não eram capazes. Com base
nestas questões, a RFC 1757 define objetivos gerenciais que o
padrão RMON deve observar:
Operação Off-line -
Existem situações em que uma estação de gerenciamento não está
em contato contínuo com seus dispositivos de gerenciamento
remoto. Isto pode ocorrer como conseqüência de projeto, para
reduzir os custos de comunicação, ou mesmo por falha da rede,
quando a comunicação entre a estação de gerenciamento e monitor,
fica comprometida em sua qualidade. A MIB RMON permite que um
monitor seja configurado para realizar suas atividades de
diagnóstico e coleta de dados estatísticos continuamente, mesmo
quando a comunicação com a estação de gerenciamento seja
impossível ou ineficiente. O monitor poderá então se comunicar
como a estação de gerenciamento quando uma condição excepcional
ocorrer. Mesmo em circunstâncias em que a comunicação entre
monitor e estação de gerenciamento não é contínua, as
informações de falha, desempenho e configuração podem ser
acumuladas de forma continua e transmitidas à estação de
gerenciamento conveniente e eficientemente quando necessário.
Monitoramento Proativo –
Devido aos recursos disponíveis no monitor, é normalmente
desejável e potencialmente útil que ele execute rotinas de
diagnóstico de forma contínua e que acumule os dados de
desempenho da rede. O monitor estará sempre disponível no início
de uma falha; assim, ele poderá notificar a estação de
gerenciamento da falha, assim como armazenar informações
estatísticas a seu respeito. Esta informação estatística poderá
ser analisada pela estação de gerenciamento numa tentativa de
diagnosticar as causas do problema.
Detecção e Notificação de Problemas -
O monitor pode ser configurado para reconhecer condições de erro e
verificar as mesmas continuamente. Na ocorrência de uma destas
condições, o evento pode ser registrado e as estações de
gerenciamento notificadas de várias formas.
Valor Agregado aos Dados -
Considerando o fato de que os dispositivos de gerenciamento
remoto representam recursos dedicados exclusivamente a funções
de gerenciamento e considerando também que os mesmos
localizam-se diretamente nas porções monitoradas da rede,
pode-se dizer que estes dispositivos permitem a agregação de
valor aos dados coletados. Por exemplo, indicando quais os
hosts que geram a maior quantidade de tráfego ou erros, um
dispositivo pode oferecer (à estação de gerenciamento)
informações preciosas para a resolução de toda uma classe de
problemas.
Gerenciamento Múltiplo -
Uma
organização pode ter mais de uma estação de gerenciamento para
as várias unidades da empresa, para funções distintas, ou como
tentativa de proporcionar recuperação em caso de falha (crash
recovery). Como tais ambientes são comuns na prática, um
dispositivo de gerenciamento de rede remoto deverá ser capaz de
lidar com múltiplas estações de gerenciamento concorrendo para a
utilização de seus recursos.
Dessa maneira, o RMON tornou-se um padrão por volta de 1990. As
principais características que se buscaram para o RMON foram:
-
Interoperabilidade independente de fabricante;
-
Capacidade
de fornecer informações precisas sobre as causas de falha no
funcionamento normal da rede, assim como da severidade dessa
falha;
-
Oferecer
ferramentas adequadas para diagnóstico da rede.
Além destas características, o padrão deveria oferecer um
mecanismo proativo para alertar o administrador dos eventuais
problemas da rede, além de métodos automáticos capazes de
coletar dados a respeito desses problemas.
Custos de uma Rede
No
momento da aquisição dos equipamentos de uma rede, o elemento
determinante na escolha da melhor opção é, via de regra, o
custo. Todos os itens citados justificam a adoção de uma solução
de gerência de redes, particularmente, um sistema com
características como as do RMON:
Proteção do Investimento -
Evitar a aquisição de equipamentos com pequeno ou nenhum grau de
escalabilidade. Procurar adquirir produtos baseados numa mesma
infra-estrutura e que permitam atualizações naturalmente, sem a
necessidade de troca do equipamento;
Aumento da Disponibilidade -
Quanto mais tempo a rede estiver no ar, tanto maior será sua
capacidade de produção. A disponibilidade depende de hardware
tanto quanto de software. Do ponto de vista de hardware, a rede
deverá utilizar dispositivos com sistemas de redundância em
todos os níveis. Do ponto de vista de software, deverá permitir
o aviso automático de condições extremas de funcionamento da
rede;
Manutenção Simplificada -
A
rede deverá permitir o rápido isolamento do problema e o sistema
de gerenciamento deverá identificar o problema, sua origem, e a
abordagem mais indicada para resolvê-lo. O diagnóstico remoto
deverá ser facilitado através da integração das ferramentas de
diagnóstico da rede em seus componentes. O sistema de
gerenciamento deverá permitir a notificação antecipada dos
problemas da rede antes mesmo que eles ocorram. Isto deverá ser
realizado através da configuração de graus de tolerância para os
vários elementos da rede;
Agilidade na Resolução de Problemas -
Utilizar equipamentos de rede inteligentes, capazes de coletar
dados sobre o seu funcionamento e atualizarem suas configurações
remotamente, via software. Dessa forma, o sistema de
gerenciamento remoto poderá dispor dos dados registrados por um
determinado equipamento para otimizar seu desempenho ao longo do
tempo.
Arquitetura RMON
Os
dispositivos que até então eram utilizados para monitorar a rede
são conhecidos como analisadores de protocolos ou monitores
de rede e operam em modo "promíscuo", vendo cada pacote que
passa na rede. Um sistema que implementa a RMON MIB é denominado
de "monitor RMON" e este monitor possui um agente SNMP. Para o
gerenciamento em um ambiente inter-redes, deve existir
tipicamente um monitor para cada sub-rede. Para um efetivo
gerenciamento de rede, estes monitores precisam se comunicar com
uma "estação central de gerenciamento". Neste contexto, estes
monitores são referenciados como monitores remotos. Os monitores
operam até o nível de enlace de dados, obtendo automaticamente
informações sobre o tráfego nos segmentos de rede. A estação
central de gerenciamento configura remotamente estes monitores.
O
RMON (Remote MONitoring) é basicamente uma definição de MIB, que
implementa esse monitoramento remoto. Ele realiza a
implementação do agente proxy através do RMON Probe e permite um
gerenciamento mais eficiente das sub-redes, evitando a
necessidade de um agente para cada dispositivo gerenciado.
O
padrão RMON para monitoramento remoto oferece uma arquitetura de
gerenciamento distribuída para análise de tráfego, resolução de
problemas, demonstração de tendências e gerenciamento proativo
de redes de modo geral.
Dentre os protocolos de gerenciamento, o RMON é, certamente, dos
primeiros a permitir o gerenciamento proativo. Talvez seja esta
a grande vantagem do mesmo em relação às outras arquiteturas de
gerenciamento. O trabalho de gerenciamento é simplificado e a
resolução dos problemas facilitada. Assim, aumenta a
disponibilidade da rede e caem os custos de manutenção de forma
significativa.
Como mencionado anteriormente, o RMON é um padrão IETF, portanto
não é uma solução proprietária. Na realidade, um só fabricante
dificilmente irá implementar a solução RMON completa. No cenário
do gerenciamento RMON, os equipamentos de rede carregam MIB’s
RMON, a rede transporta os dados, um sistema de gerenciamento
aceita alarmes e notifica usuários e uma ferramenta de análise
RMON interage com os grupos RMON e seus dados.
A
contrapartida é que o RMON é um protocolo que atua apenas até a
camada MAC. A capacidade de gerenciamento das camadas superiores
é que permite a um protocolo o monitoramento ponto-a-ponto do
tráfego corporativo (ou seja, além dos segmentos de rede) e do
tráfego específico à camada de aplicação. Essa capacidade é
implementada pelo RMON 2.
Monitoramento Remoto de Redes - RMON (1991)
Esta especificação define uma MIB que complementa a MIB-II e
provê informações vitais ao gerente de rede sobre a inter-rede.
O RMON (Remote MONitoring) é uma definição de MIB que implementa
o agente proxy, através do chamado RMON Probe. As vantagens
obtidas com esta implementação são o gerenciamento mais
eficiente de sub-redes e a possibilidade de criação exclusão de
objetos, que são na verdade linhas da MIB.
Dentre os problemas apresentados por essa implementação temos a
difícil interoperabilidade entre gerentes e agentes RMON de
fabricantes diferentes, em virtude das implementações
proprietárias efetuadas. Além disto, só se consegue a
monitoração remota das camadas física e enlace da pilha de
protocolos da rede.
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Fonte: http://www.metrored.com.br/tutoriais/tutorial_conceitos_gerenciamento_01.php
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