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BIOMETRIA significa,
literalmente, MEDIDA DA VIDA. No mundo da segurança, biometria se refere
aos MÉTODOS AUTOMATIZADOS para IDENTIFICAÇÃO de pessoas com base em suas
CARACTERÍSTICAS físicas únicas ou aspectos comportamentais
Pode
ser mais bem definida como sendo as mensurações fisiológicas e/ou
características de comportamento que podem ser utilizadas para
verificação de identidade de um indivíduo. Inicialmente estas técnicas
eram empregadas em aplicações especializadas de alta segurança,
entretanto nós estamos vendo agora sua utilização e proposta de uso em
uma grande e crescente área de situações do nosso dia a dia.
Como funciona a
verificação biométrica?
A autenticação biométrica
envolve duas fases:
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Primeiro, o usuário
precisa se registrar no sistema, permitindo a coleta da impressão
digital, da imagem da íris ou da face, gravação da voz, entre outros
elementos mensuráveis.
Características-chave são extraídas e convertidas em um padrão
único, que é armazenado como um dado numérico
criptografado. Na
prática, o sistema não grava a foto do rosto ou da impressão
digital, mas o valor que representa a identidade biométrica do
usuário.
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Numa segunda fase,
para que um usuário tenha acesso ao sistema, é preciso que ele
apresente sua característica biométrica, que será comparada ao
padrão que foi registrado no banco de dados.
A coincidência
entre o padrão gravado e o coletado em tempo real raramente será
perfeita. O sistema pode ser configurado para ser mais ou menos
tolerante, para minimizar o número de rejeições indevidas e
impedir que um falso usuário obtenha acesso.
Esqueça todas as suas
senhas
Normalmente, as
pessoas obtêm acesso a instalações seguras usando elementos que elas
conhecem, como senhas, ou algo que possuam, como cartões magnéticos. Um
terceiro método, chamado biometria, baseia-se no que a pessoa é ou faz.
A biometria
funciona porque o ser humano possui características corporais únicas e
que são, de certa forma, estáveis. Isso inclui impressões digitais,
traços faciais e características físicas dos olhos. A fala e assinaturas
manuscritas são características relacionadas ao que a pessoa faz
(biometria do comportamento) e que também identificam de modo único.
Tipos de Biometria
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Métodos mais
Rápido
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Menor Custo
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Mais
difundido
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Muito
confiável
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Nunca Muda
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Assinatura:
esse tipo de identificação consiste na comparação da assinatura
com perfis individuais gravados em um banco de dados. Além
disso, é feita a verificação da velocidade da escrita, a força
aplicada, entre outros fatores.Diferencia-se de outras
biometrias por ser uma forma dinâmica, onde a identificação só é
possível com o usuário presente e consciente.
Captação de parâmetros da Assinatura:
A assinatura é feita no ato da identificação, onde são
captados, além dos dados gráficos e geométricos outros
parâmetros dinâmicos como tempo, velocidade, pressão, ritmo
e movimentos aéreos.
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Baixo Custo
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Menos
confiável
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Problemas com
ruídos do ambiente
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Problemas com
usuário rouco, fatigado ou exaltado demais
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Demora no
processo de cadastramento
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Maior tempo
de leitura e pesquisa
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Baixo Custo
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Pouco
confiável
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Não requer
hardware especial
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Transparente
ao usuário
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Demora no
processo de cadastramento
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Maior tempo
de leitura e pesquisa
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Impressão
digital

O
reconhecimento por impressão digital consiste em comparar uma impressão
de características dos dedos ou uma amostra dessa impressão com outra já
existente. Uma impressão digital compreende as características e os
detalhes das papilas dos dedos dentre elas o arco, o gancho e a espiral.
As características mais detalhadas são designadas minutae.
Este é o
método, que atualmente, oferece a melhor relação entre o preço,
aceitabilidade e precisão.
Obtenção da
amostra
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A obtenção de uma amostra pode ser feita de forma
voluntária/consciente (com o conhecimento ou consentimento da
pessoa) ou de forma involuntária/inconsciente. Esta última ocorre
quando as impressões digitais encontradas no local de um crime são
investigadas. As pessoas deixam as suas impressões digitais em,
praticamente, todas as superfícies que tocam, são designadas
impressões digitais latentes. Quando se pretende usá-las para a
verificação (confirmar que elas pertencem realmente a um determinado
indivíduo), são primeiro realçadas, por exemplo, através de um pó
especial (Sandström, 2004).
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O cadastro e a obtenção podem ser feitos em modo
offline ou através de um live-sensor. Uma imagem offline é,
geralmente, obtida colocando uma tinta na palmilha do dedo e
pressionando-o sobre uma folha de papel. Esta é a forma mais antiga
e a melhor técnica conhecida para se obter uma impressão digital.
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O modo offline conheceu avanços significativos
durante a última década através da digitalização. A impressão
digital é agora digitalizada (através de um scanner) permitindo que
se possa armazená-la numa base de dados e/ou transferida através de
redes de comunicações.
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A obtenção ao vivo (modo online), por seu turno, é
conseguida através de sensores que fazem directamente a leitura da
palmilha do dedo e em tempo real. Uma impressão digital contém muita
informação mas os scanners apenas extraem a informação relevante
para o posterior processo de verificação ou identificação. A
qualidade da imagem obtida é de importância chave para o desempenho
do sistema.
Vantagens
Diversos
tipos de tecnologias biométricas têm sido propostos mas espera-se que a
impressão digital continue a ser a mais bem sucedida. Existem diversas
razões para tal:
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Familiriazação:
as impressões digitais têm vindo a ser colectadas a várias décadas
para motivos de identificação e investigação criminal.
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Base de dados maior:
O FBI possui uma base de dados constituída por cerca de 44 milhões
de amostras de impressões digitais. Muitas agências e organizações
internacionais também possuem este tipo de base de dados.
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Precisão:
As impressões digitais estão entre as técnicas biométricas mais
precisas. Quantos mais dedos se utilizarem para a verificação de um
indivíduo melhor.
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Impressões latentes:
As impressões digitais latentes são as únicas medidas biométricas
que se podem obter mesmo que o indivíduo não esteja presente. Isto
pode ser extremamente útil. Por exemplo, o FBI mantém uma base de
dados com as impressões digitais deixadas por terroristas em campos
de treinamento.
Reconhecimento facial

O reconhecimento facial
refere-se a um processo automatizado ou semi-automatizado de
confrontação de imagens faciais. A imagem é obtida através de um scanner
e depois analisada, utilizando vários tipos de algoritmos, com o
objectivo de se obter uma assinatura biométrica.
Para a aquisição das
imagens utilizam-se diferentes técnicas sendo mais comum as imagens 2D.
O reconhecimento facial a 2D é mais fácil de implementar e é mais barata
mas os desafios técnicos são maiores (os sistemas funcionam mal quando
existem variações na orientação da face e nas condições de iluminação)
originando baixas taxas de precisão.
Têm sido realizados
estudos utilizando imagens a 3D que causam uma redução na sensibilidade
a factores como a variação da iluminação mas com a desvantagem de os
scanners serem mais caros e destas não serem compatíveis com as
actuais imagens a 2D. Uma alternativa é utilizar radiação infra-vermelha
para examinar padrões de calor na face, embora esta não seja uma área
preferencial de estudo.
Obtenção da amostra
Um sensor, ou uma câmera
digital, regista a imagem facial. Para evitar que um rosto falso, ou
mesmo um molde seja apresentado diante do sensor, alguns sistemas
requerem que o indivíduo sorria, pisque ou se mova, de tal maneira que
fica patente que a face apresentada realmente pertence a um ser humano.
Em seguida, é gerado um algoritmo que representa a assinatura
biométrica normalizada ou padronizada, de tal forma que ela fique no
mesmo padrão, tamanho, resolução e posição de outras assinaturas
existentes na base de dados.
Reconhecimento
da íris
A íris
humana está bem protegida e, apesar de ser uma parte do corpo
externamente visível, é uma componente interna do olho. Não é
determinada geneticamente e acredita-se que as suas características se
mantenham durante toda a vida (excepto quando ocorram lesões por
acidentes ou operações cirúrgicas). Estas características são altamente
complexas e únicas (a probabilidade de duas íris serem idênticas é
estimada em cerca de 1 em 1078, o que a torna interessante
para a identificação biométrica.
O
processo de reconhecimento inicia com a aquisição de uma fotografia da
íris tirada sob uma iluminação infra-vermelha. Apesar da luz visível
poder ser utilizada para iluminar o olho, as íris de pigmentação escura
revelam maior complexidade quando sob iluminação infra-vermelha. A
fotografia resultante é analisada utilizando algoritmos que localizam a
íris e extraem a informação necessária para criar uma amostra
biométrica.
Esta
técnica é relativamente nova e, visto que quase todos os algoritmos de
identificação estão patenteados, a maior parte dos relatórios e testes
tem sido conduzidos de modo muito superficial. Aparenta que não foram
efectuados testes específicos para pessoas cegas ou com deficiências
visuais. Portanto, as taxas de precisão e de aceitação até ao momento
divulgadas tendem a ser baseadas apenas nas análises feitas em pessoas
fisicamente capazes de utilizar a tecnologia.
No
entanto, nem todas as pessoas cegas e com deficiências visuais serão
incapazes de utilizar esta técnica. De facto, é bem possível que muitos
dos indivíduos possam interagir com o reconhecimento da íris, embora com
vários graus de dificuldade.
Geometria da Mão

A geometria da mão tem sido usada em aplicações desde o começo de 1970.
Ela baseia-se no fato de que virtualmente não existem duas pessoas com
mãos idênticas e de que o formato da mão não sofre mudanças
significativas após certa idade. Existem diversas vantagens no uso da
forma tridimensional da mão da pessoa como um dispositivo de
identificação. Primeiramente, é razoavelmente rápida. Leva menos que 2
segundos para capturar a imagem de uma mão e produzir a análise
resultante. Secundariamente, requer pouco espaço de armazenamento. É
também requerido pouco esforço ou atenção do usuário durante a
verificação, e os usuários autorizados são raramente rejeitados.
As dimensões da mão, tal como tamanho do dedo, largura e área são as
principais características usadas nas análises. Para a captura, o
usuário posiciona sua mão no leitor, alinhando os dedos, e uma câmara
posicionada acima da mão captura a imagem. Medidas tridimensionais de
pontos selecionados são tomadas e o sistema extrai destas medidas um
identificador matemático único na criação do modelo. Um típico modelo
requer cerca de nove bytes de armazenamento.
Um dos problemas de sistemas que utilizam a geometria da mão é causado
pela rotação da mão quando colocada no leitor. Isto se resolve usando
pinos de posicionamento dos dedos. O sistema também deve levar em conta
os diferentes tamanhos das mãos em diferentes usuários, e seu desempenho
não deve ser prejudicado por sujeira e cortes na mão da pessoa. A figura
abaixo apresenta um leitor de geometria da mão.
Reconhecimento de Retina

O padrão de veias da retina é a característica com maior garantia de
unicidade que uma pessoa pode ter. Os analisadores de retina medem esse
padrão de vasos sangüíneos usando um laser de baixa intensidade e uma
câmara. Nesta técnica, deve-se colocar o olho perto de uma câmara para
obter uma imagem focada.
A análise de retina é considerada um dos métodos biométricos mais
seguros. As fraudes até hoje são desconhecidas. Olhos falsos, lentes de
contato e transplantes não podem quebrar a segurança do sistema.
Recentes pesquisas médicas mostraram, entretanto, que as características
da retina não são tão estáveis como se pensava anteriormente: elas são
afetadas por doenças, incluindo doenças das quais o paciente pode não
estar ciente. Muitas pessoas ficam temerosas em colocar seu olho próximo
a uma fonte de luz e aos problemas que isto possa causar. Como
resultado, esta técnica impulsionou o caminho da utilização da análise
da íris, que é menos invasiva. A figura abaixo apresenta um exemplo de
analisador de retina.
Reconhecimento de Voz

O reconhecimento de voz é um dos sistemas menos invasivos, e a forma
mais natural de uso é o sistema de reconhecimento de fala.
O som da voz humana é produzido pela ressonância na região vocal, em
função de seu comprimento e do formato da boca e das cavidades nasais.
Para a captura do som, o usuário posiciona-se diante de um microfone e
pronuncia uma frase previamente selecionada, ou uma frase qualquer. Este
processo é repetido várias vezes até que seja possível construir um
modelo. Todos os sistemas que analisam a voz estão amplamente baseados
na tecnologia de processamento de fala. A forma da onda das frases é
medida usando-se análises de Fourier para encontrar o espectro de
freqüências que amostram as características da voz.
A tecnologia de reconhecimento de voz é fácil de usar e não requer
grandes esforços na educação do usuário. Entretanto, deve-se cuidar para
garantir que o usuário fale em um tempo apropriado e em voz clara.
Uma vez que as pessoas formam seus padrões de fala através da combinação
de fatores físicos e comportamentais, a imitação é impossível.
Entretanto, existem problemas com as condições do ambiente onde se
encontram os sensores, uma vez que é difícil filtrar o ruído de fundo.
Outros problemas incluem a variação da voz devido às condições físicas
do usuário, como gripes e resfriados, estados emocionais, como o
estresse, e duplicação através de um gravador. A imitação, porém, não é
um problema como se poderia pensar, porque os aspectos da voz medida
pelos sistemas não são os mesmos que os seres humanos costumam perceber.
Reconhecimento de Assinatura
Manuscrita

Assinatura:
esse tipo de identificação consiste na comparação da assinatura com
perfis individuais gravados em um banco de dados. Além disso, é
feita a verificação da velocidade da escrita, a força aplicada,
entre outros fatores. É um dos mecanismos mais usados em
instituições financeiras. Diferencia-se de outras biometrias por ser
uma forma dinâmica, onde a identificação só é possível com o usuário
presente e consciente.
Captação de parâmetros da Assinatura:
A assinatura é feita no ato da identificação, onde são captados,
além dos dados gráficos e geométricos outros parâmetros
dinâmicos como tempo, velocidade, pressão, ritmo e movimentos
aéreos.
Reconhecimento da Dinâmica de
Digitação

Como a assinatura, o ritmo de digitação exibe o mesmo fator neurofísico
que pode ser utilizado na identificação única de um indivíduo. Esquemas
de ritmo de digitação analisam o modo como um usuário digita em um
terminal, monitorando o teclado 1000 vezes por segundo.
O método normal é a utilização das latências de digitação - o tempo
entre a digitação de duas teclas. Certos dígrafos, ou digitação de duas
letras adjacentes, freqüentemente, apresentam padrões de tempo únicos
que podem ser usados para caracterizar um indivíduo.
O procedimento geral de identificação e verificação requer que o usuário
gere um perfil ou modelo. Na operação, a verificação requer a geração de
um perfil de digitação, que é comparado com o modelo. Se existir uma
grande diferença entre os dois perfis, o usuário terá seu acesso negado.
Uma das vantagens deste método é que o usuário não percebe quando está
sendo autenticado, ao menos que ele tenha sido informado anteriormente.
Outra vantagem é que o cadastro e a verificação não são invasivos.
Tópicos relacionados:
Fonte:Wikipedia ,
http://www.aguiarsoftware.com.br/bio_oquee.shtml e http://www.gisconsult.com.br/v2005/Biometria.asp?Pag=Metodos
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