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Certificação digital permite economia e
rapidez na justiça
Certificação digital permite economia e rapidez na justiça
Está em andamento no Poder Judiciário de Mato Grosso
do Sul o projeto de aquisição de certificados digitais para magistrados,
escrivães, chefes de cartório e diretores de secretarias do Tribunal de
Justiça de MS. O projeto, que foi iniciado após a adesão do TJMS ao
convênio celebrado entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a
Receita Federal do Brasil, a fim de que os magistrados
sul-mato-grossenses possam ter acesso, on-line, aos cadastros de
contribuintes, irá se estender para outros procedimentos do judiciário
que irão propiciar economia e celeridade.
A Secretaria de Informática do Tribunal de Justiça está desenvolvendo
sistemas para que seja disponibilizada a certificação digital em
serviços do TJ, como já acontece no Diário da Justiça. Por meio do
serviço, magistrados e servidores poderão, mediante a assinatura
digital, movimentar documentos de forna on-line, em tempo real, em
ambiente confiável com relação à segurança e à origem da informação. Com
a implantação dos sistemas, o que deve se concretizar até o final do
ano, o judiciário sul-mato-grossense terá uma grande economia com
papéis, tintas e impressões, além de agilizar os procedimentos
administrativos e jurisdicionais da justiça.
Procedimento – O Tribunal de Justiça de MS irá adquirir 400 certificados
digitais, com validade de três anos, que serão distribuídos
primeiramente a desembargadores, juízes auxiliares da administração e
diretores de secretarias do TJ. Em uma segunda fase os contemplados
serão os magistrados, escrivães e chefes de cartório de Campo Grande e,
em um terceiro momento, analistas do Departamento de Desenvolvimento de
Sistemas e Internet percorrerão todas as comarcas do Estado para a
conclusão das entregas.
Na distribuição dos certificados, um agente da autoridade de registro
validará a documentação de magistrados e servidores, que será enviada
para a autoridade certificadora liberar o certificado para a instalação
nos tokens. O token é um dispositivo eletrônico, geralmente ligado à
porta USB do computador, que gera uma nova senha numérica aleatória a
cada 36 segundos ou de acordo com a programação previamente realizada,
para ser utilizada como um fator de segurança adicional em transações
realizadas pela internet. O dispositivo armazena as chaves privadas e os
certificados digitais, e possui vários algoritmos de criptografia como o
RSA, DES e 3DES.
O dispositivo eletrônico será entregue ao titular selecionado, que no
ato do recebimento assinará Termo de Responsabilidade quanto à guarda e
conservação do equipamento. O token funciona como mídia armazenadora das
chaves privadas dos usuários, acessadas por meio de uma senha pessoal.
No mesmo momento da distribuição, um analista da Secretaria de
Informática estará presente para explicar o funcionamento e como deve
ser utilizado o certificado digital.
A instalação efetiva dos certificados será realizada pelos agentes
técnicos de informática de cada comarca, que passarão por treinamentos
específicos em abril e maio, com duas turmas, e atuarão como
replicadores de informática nas comarcas. A previsão é de que a
conclusão das entregas dos certificados e instalações em todo o
judiciário estadual aconteça até o mês de agosto.
Normatização – A Portaria nº 70, publicada no Diário da Justiça de 25 de
março de 2008, estabeleceu as diretrizes básicas quanto ao uso da
assinatura eletrônica e a conservação e guarda do dispositivo eletrônico
token, no âmbito do Poder Judiciário. A normatização tem por objetivo
estabelecer regras, atribuir responsabilidades e padronizar a utilização
do certificado, que representará a identidade da pessoa no mundo
virtual.
Saiba mais – O certificado digital é uma forma de identificação pessoal
que pode ser verificada eletronicamente e faz uso da criptografia
assimétrica para garantir: autenticidade, sigilo/confidencialidade,
integridade e não repúdio.
O certificado digital é confiável porque a autoridade certificadora
estabelece a identidade dos portadores de certificados digitais e
gerencia a validade. Cada certificado possui a assinatura da autoridade
certificadora que garante a sua autenticidade. Os certificados do TJMS
serão assinados pela Certisign, entidade credenciada pela
Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileiras (ICP-Brasil). Instituída
em 2001, a ICP-Brasil, cuja Autoridade Certificadora Raiz (AC Raiz) é o
Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), autarquia federal
vinculada à Casa Civil da Presidência da República, encontra-se hoje
plenamente operacional e adquiriu o status de Sistema Nacional de
Certificação Digital. A entidade é a responsável pelo reconhecimento e
validade jurídica da certificação digital.
O certificado digital é um documento eletrônico, emitido por uma
entidade credenciada na ICP-Brasil chamada Autoridade Certificadora
(AC), que contém informações sobre uma pessoa ou empresa. Na prática,
funciona como uma carteira de identidade virtual que assegura a
autenticidade, integridade e validade jurídica de uma mensagem ou
transação eletrônica. Na internet, o certificado digital é a forma de
garantir a identidade das partes envolvidas.
A ICP-Brasil é regida por um conjunto de regras e normas, baseadas em
padrões públicos internacionais, que são definidas no país por um comitê
gestor composto por representantes do governo e da sociedade civil.
Entre suas tarefas, compete definir níveis técnicos mínimos, homologar
sistemas e mídias de certificação digital e garantir interoperabilidade
entre eles, além de zelar pela confiabilidade das informações.
A autoridade de registro é uma entidade vinculada a uma autoridade
certificadora que identifica e cadastra usuários de forma presencial,
encaminha solicitação do certificado e respectiva Autoridade
Certificadora e mantém o registro de suas operações.
Fonte
MS Noticias
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